Psicóloga Ana Paula Machado: Profissionalismo e Empatia em Cada Consulta
Migrar é parte da condição humana, como afirma Chimamanda Ngozi Adichie. Compartilho nesta publicação a minha própria trajetória de deslocamentos — entre estados do Brasil e, agora, em Portugal — e como cada mudança também marca um processo interno de transformação. Apresento ainda o trabalho que desenvolvo como psicóloga comunitária no acolhimento de pessoas em situação de refúgio e pedido de asilo. Neste contexto, tanto quem chega quanto quem recebe passa por processos de adaptação e crescimento, mostrando que migrar também é abrir-se ao outro e construir novas formas de pertencimento.
1/28/2025


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Todos nós temos uma história na família de algum parente, ou até o próprio núcleo familiar que migrou; se de uma região para outra, um estado ou país. Como descrito por Chimamanda Ngozi Adichie (2009) "Somos todos migrantes de algo, em alguma medida”; a autora nigeriana relaciona deslocamentos físicos e identitários como partes naturais da condição humana.
Eu mesma, sou uma imigrante. Estive nessa condição em várias etapas da minha vida: migrei do Rio Grande do Sul com minha família para o interior de São Paulo, na adolescência retornamos ao nosso estado de origem. Depois quando jovem, fui para o estado vizinho, Santa Catariana onde iniciei minha carreira profissional, e agora em Portugal onde realizo meu Doutoramento e construo uma nova vida aqui.
Mas mesmo não saindo da sua região demográfica, migrar é de alguma forma nossa condição humana como a autora apontou.
Quando passamos pelas diferentes etapas do desenvolvimento, enquanto indivíduos e construindo nossa identidade, também migramos de um ponto a outro dentro de nós.
Nessa matéria, apresenta-se o serviço de acolhimento onde trabalho como psicóloga comunitária, com populações em situação de refúgio e pedidos de asilo em Portugal.
Assim como cada utente passará por seu processo interno de adaptação em um novo país, a própria comunidade da cidade alentejana também, de certa forma, poderá “migrar” em contato com essas diferentes culturas; percebendo um mundo novo, que antes era distante, mas agora faz parte do seu cotidiano; abrindo espaço para uma relação mais rica em experiências e afetos.
